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domingo, 1 de maio de 2016

São Paulo tem comemorações e protestos a favor e contra políticos no 1º de Maio

Publicado aqui dia 01 de Maio de 2016 ás 14:24
Fonte: ultimosegundo IG

Força Sindical reúne multidão na zona norte, e Marta Suplicy é vaiada em discurso. Manifestantes protestam no centro a favor de Dilma Rousseff, e outro grupo se reúne na Avenida Paulista
NELSON ANTOINE/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO - 01.05.16
Ato da CUT no centro de São Paulo deve contar com as presenças de Lula e Dilma Rousseff

O 1º de Maio é de comemorações e protestos na cidade de São Paulo. Enquanto alguns aproveitam a data para defender o impeachment de Dilma Rousseff, outros demonstram apoio à presidente. Ainda há um grupo que protesta na Avenida Paulista. 

Oposição ao governo

Na praça Campo de Bagatelle, na zona norte, a Força Sindical faz sua tradicional festa e reúne uma multidão desde a manhã deste domingo em ato com sorteios de brindes e shows. Trechos da Avenida Braz Leme estão interditados em duas faixas. O tom das manifestações é contra Dilma Rousseff, a favor do processo de impeachment. 
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A senadora Marta Suplicy (PMDB-SP) foi vaiada durante discurso no ato. Os gritos começaram quando a peemedebista, provável candidata do partido à Prefeitura de São Paulo, foi anunciada, e continuaram durante seu breve discurso.

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Marta disse que "o País tem jeito" e que há "uma luz no fim do túnel", em referência à possibilidade de o vice-presidente Michel Temer (PMDB) assumir a Presidência.

"Daqui a 10 dias teremos mudanças", disse a senadora, sobre a possível data da votação da admissibilidade do pedido de impeachment de Dilma Rousseff no Senado. Em caso de aprovação, a presidente será afastada do cargo por 180 dias, período em que o vice assume. Marta deixou o evento logo após o discurso, sem falar com a imprensa.
DARCIO NUNCIATELLI/BRAZIL PHOTO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO - 01.05.16
Marta Suplicy discursa durante evento da Força Sindical no Dia do Trabalho


O evendo da Força Sindical também tem a presença de parlamentares da oposição. Antonio Imbassahy (PSDB-BA), Mendonça Filho (DEM-PB), Bruno Araújo (PSDB-PE), Major Olímpio (SD-SP), Rubens Bueno (PPS-SP) e Augusto Coutinho (SD-PE), entre outros estavam no local por volta de meio-dia. 

Dilma e seus aliados

No centro de São Paulo, a CUT (Central Única dos Trabalhadores) e entidades ligadas ao governo e ao PT também organizam sua comemoração pelo Dia do Trabalho. São esperados a presidente da República, Dilma Rousseff, e seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, para discursos nesta tarde.

A expectativa é que Dilma anuncie neste domingo, reajustes no Bolsa Família e também na tabela do Imposto de Renda. 

Segundo Vágner Freitas, presidente CUT, essa é uma união "histórica da esquerda brasileira" pela “a luta pela democracia”. “Todos nós unificamos para defender a democracia, porque nós sabemos que o golpe é contra a Dilma e Lula, mas principalmente contra os trabalhadores. O golpe é para retirar direitos, acabar com a CLT, com a política de valorização do salário mínimo e com os benefícios sociais”, afirma.

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, também destaca a união da esquerda contra o impeachment da presidente Dilma. “Acho que o mais importante é manter todos esses grupos e todas essas entidades que tem resistido ao golpe. É fundamental neste momento manter essa unidade para continuar combatendo o golpe. Temos a votação no Senado e, independentemente desse resultado, não vamos reconhecer a legitimidade de um governo que tenta assumir sem o voto popular. Isso não é só um atentado à democracia. É uma regressão social, política e cultural porque pela pauta apresentada por quem pretende sentar na cadeira antes da hora, são privatizações em série, mudanças no regime de aposentadoria, um ataque à Petrobras”.

Avenida Paulista


A avenida já virou palco tradicional de manifestações e, nesta manhã, um grupo se reúne no vão livre do MASP para protestar contra os políticos. A Central Sindical Popular (Conlutas), PSOL e PSTU pedem a realização de novas eleições gerais no país. 

Dirigente da Confederação Brasileira dos Aposentados, Pensionistas e Idosos, Josias de Mello, diz que a categoria teme a retirada de direitos trabalhistas diante do atual cenário político. “Nós, trabalhadores aposentados, estamos sendo também atacados, por isso dizemos fora todos. A reforma da Previdência, o ajuste fiscal vai vir agora, prejudicando a classe trabalhadora e os aposentados”, afirma.

Os manifestantes falam ser contrários à presidenta Dilma Rousseff, ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ); ao vice-presidente Michel Temer; ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL); e ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Eles defendem a saída de todos esses políticos dos respectivos cargos.


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